sexta-feira, 29 de abril de 2011

XIII Festival de Teatro Clássico (programa 2011)

- 28 de Abril de 2011, 5a feira, 21h30, Coimbra, Teatro Paulo Quintela (FLUC) - Grupo Thíasos do IEC, A Sogra de Terêncio (antestreia) - prova superada!

- 2 de Maio de 2011, 2ª feira, 21h30, Coimbra, Teatro Paulo Quintela (FLUC) - Origem da Comédia (Secção juvenil da APEC) e Grupo Thíasos do IEC, Ensaio sobre a Cicuta (antestreia).

- 3 de Maio de 2011, 3a feira, 11h30, Ericeira, Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas - Grupo Balbo, de Cádiz, A Mulher na Tragédia.

- 3 de Maio de 2011, 3a feira, 15h, Ericeira, Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas - Grupo Thíasos do IEC, A Sogra de Terêncio

- 4 de Maio de 2011, 4a feira, 11h30, Conimbriga - Grupo Balbo, de Cádiz, Antígona de Sófocles.

- 4 de Maio de 2011, 4a feira, 15h, Conimbriga - Grupo Balbo, de Cádiz, Rudens de Plauto.

- 18 de Maio de 2011, 3a feira, 14h, Coimbra, Museu Nacional Machado de Castro - Conferências platónicas.

- 18 de Maio de 2011, 3a feira, 21h30, Coimbra, Museu Nacional Machado de Castro -
Origem da Comédia (Secção juvenil da APEC) e Grupo Thíasos do IEC, Ensaio sobre a Cicuta.

- 19 de Maio de 2011, 5a feira, 15h, FLUP - Grupo Thíasos do IEC, O Fulaninho de Cartago de Plauto.

- 21 de Maio de 2011, Sábado, 21h30, Conimbriga - Espectáculo lírico do Grupo Canto e Drama do Conservatório de Música de Coimbra.

- 22 de Maio de 2011, Domingo, 18h, Coimbra, Mosteiro de Santa Clara a Velha - Grupo Thíasos do IEC, Fulaninho de Cartago de Plauto.

- 22 de Maio de 2011, Domingo, 21h00, Coimbra, Museu Nacional Machado de Castro - Espectáculo lírico do Grupo Canto e Drama do Conservatório de Música de Coimbra.

- 25 de Maio de 2011, 21h30, Condeixa, Ruínas Romanas de Conímbriga - Origem da Comédia (Secção juvenil da APEC) e Grupo Thíasos do IEC, Ensaio sobre a Cicuta.

- 1 de Junho de 2011, 21h30, Coimbra, Teatro Paulo Quintela (FLUC) - Grupo Thíasos do IEC, O Fulaninho de Cartago de Plauto.

- 11 de Junho 2011, Domingo, 21h30 (a confirmar hora), Coimbra, Museu Nacional Machado de Castro - Grupo Thíasos do IEC, A Sogra de Terêncio.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Amor de Sogra:

Quando a falta de comunicação se instala entre sogra e nora é de esperar o pior. Ninguém se surpreende, pois, que, na ausência do esposo, a jovem se refugie no aconchego da casa paterna. Ora o mistério adensa-se quando ela permanece em casa dos pais depois do regresso do marido. Que terá acontecido?! Não consta, contudo, no anedotário popular, que a sogra, sem perceber o motivo da “zanga”, queira sair de cena, para que o filhinho e a esposa encontrem a harmonia conjugal. A abnegação da sogra, Sóstrata, que prefere retirar-se para o campo; a afeição do marido, Laques, que decide ir com ela; a dedicação de filho, Pânfilo, que opta pela mãe em detrimento da amada; a generosidade da cortesã Báquis, que consente em humilhar-se em prol da felicidade conjugal do amante configuram situações tão inusitadas, que até dão vontade de rir! Grande deve ser a novidade, para motivar tais decisões e despertar o que há de melhor na natureza humana.... Nem sempre a comédia faz os homens piores do que eles são...
A verdade está no anel.
José Luís Brandão

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A SOGRA de Terêncio (ante-estreia)

Dia 28 de Abril, pelas 21h30' no Teatro Paulo Quintela (FLUC) o grupo de teatro Thíasos apresenta mais uma comédia latina: A SOGRA de Terêncio!


tradução: Walter de Medeiros * encenação: José Luís Brandão * direcção de actores: Nelson Henrique.

A história conta-se, mais ou menos, assim:

Era uma vez um rapazola estouvado que se casou por insistência dos pais. As relações com a mulher eram tímidas e embora, a pouco e pouco, tenham começado a amar-se, nunca tiveram contactos íntimos.
Para esses, o rapazola estouvado continuava a procurar a sua antiga amante...
De repente, a moça foge para casa dos pais!
Qual o motivo?
Terá saudades da mãe?
Estará farta da sogra?
Não está disposta a aceitar a traição?
...
Para apimentar o enredo juntam-se uns quantos escravos, um bebé, umas meninas bonitas e um anel!

Contamos convosco!

domingo, 10 de abril de 2011

A Sogra já tem cenário

Ontem, parte do elenco da Sogra passou a manhã entre pincéis e tintas de muitas cores. Não desvendarei o resultado do trabalho, pois assim tiraria o efeito surpresa ao muitos espectadores que queremos ter na estreia...
Ainda assim... não resisto a publicar algumas fotos e dar a perceber um cheirinho da nossa criação:




... para mais pormenores, contamos convosco no dia 28 de Abril!

Ontem o Thíasos levou poesia a Conímbriga

A convite do Senhor Doutor José Ribeiro Ferreira, ontem o Thíasos levou poesia antiga e contemporânea a um jantar no restaurante do museu de Conímbriga. Eu e o Cabé lemos poemas do 'antigo' recital do vinho, de João José Cochofel e de Natália Correia.
Para assinalar o evento e deixar a memória neste mural de recordações, deixo-vos um poema do poeta conimbricense :

Tarde

Teus olhos húmidos eram lagos

em que nosso desejo se mirava.

Tua boca entreaberta era a mensagem

do teu corpo moço que se dava.

Teu hálito quente

embrulhado de desejo

vinha de não sei lá que profundezas

em que de amor tuas entranhas se abrasavam.

E havia, amor, a envolver-nos,

essa solidão enorme

entre pinheiros, céu e terra quente

da tarde que dorme ...

Instantes (1937) = 46º Aniversário (Lisboa,

Portugália, 1966), p. 8-9.


segunda-feira, 7 de março de 2011

Greatest Hits - nº 1

Depois de ter publicado no nosso blogue um poema de Sophia de Mello Breyner, pensando eu que estava a elevar os padrões para o nível que se pretendia para este blogue, o nosso presidente afirmou que talvez não fosse má ideia publicar umas letras do nosso cancioneiro habitual. Inicialmente, pensei que se referia ao "Meu Casebre" ou à "Balada do do 5º Ano Jurídico de 1900 e troca o passo" ou de qualquer outra canção de maior decoro...
Logo percebi que não, que o objectivo seria o de coligir, online, as letras das canções indecorosas que nos costumam acompanhar em viagens, jantares, serões e tardes de avaria de autocarros! Assim sendo, decidi começar com a que mais nos costuma divertir.

aviso: as palavras que se seguem são da inteira responsabilidade do autor cuja identificação não encontrei. Sublinho também que esta letra apresenta variações relativamente à do Zé e que a métrica não me parece fazer grande sentido.

O SOLDADO C...

Numa manhã sombria, na Aldeia de Itamandú
Nascia um lindo menino, trazendo o nome de Cu

Aos 4 anos, com talento pra chuchu
Na escola já se admirava, a inteligência do Cu

Aos 18 anos, foi chamado para se alistar
Numa linda farda, o Cu passou a brilhar

E aos 40 anos de idade, General foi nomeado
Todos ja proclamavam, aquele Cu, valente soldado

Quando então para guerra partiu, esse pequeno chorava
Mas não por covardia, o Cu da mãe se lembrava

Foi numa batalha sangrenta, na Aldeia de Itaperú
Que uma bala perdida, acertou o olho do Cu

Todos os soldados, naquela tarde derradeira
Vendo seu General morto, cobriram o Cu com a bandeira

Então, assumiu o comando, o General Ticutú
Que fez uma reza comprida, acendeu uma vela e colocou no olho do Cu.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

DEUS PURO, APOLO MUSAGETA*

Deus puro, Apolo Musageta,
Deus sem espinhos e sem cruz,
ofereço-te a plenitude secreta
Em que bebi e vivi a tua luz.

Ofereço-te a minha alma transbordante
De mil exaltações,
Purificada em mil confissões
Da sua longa tristeza delirante.

Ofereço-te as horas deste dia completas
No teu sol tocando as coisas materiais,
Ofereço-te as nostalgias secretas
Que se perderam em gestos irreais.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Dia de Mar, p. 40.


*Que este poema abra o início da nova aventura do Thíasos na blogosfera. Com este exemplo da temática antiga na obra poética de Sophia de Mello Breyner Andresen, invoco os nossos recitais de poesia, enquanto momentos de aprendizagem e partilha que tantos serões animaram na nossa cidade de Coimbra.
Este poema foi lido no dia 14 de Dezembro de 2004, na Livraria Minerva, no recital O Sol e a Lua na poesia, dinamizado pelo Sr. Doutor Ribeiro Ferreira, com leitura de poemas por mim e pelo Carlos.