fotografias de Rui M. Rosario Almeida
segunda-feira, 23 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
domingo, 18 de março de 2012
a preparar as Suplicantes
Thíasos apresenta
Suplicantes, de Ésquilo
Tradução: Carlos Jesus
Encenação: Lia Nunes
em ensaio, José Ribeiro Ferreira e Coro
Ésquilo deixou-nos as Suplicantes. Talvez porque tão genial, ou de uma sagaz mundividência, percebeu que a peça acompanharia tragicamente o futuro, a história das mulheres, as histórias de quem, no desespero, pede por um sinal e uma força de mudança.
Este ano o Thíasos retoma a peça, pensa em Ésquilo e nas mulheres que o mundo leva a suplicar: um mundo de homens, de justiças e de poderes, de rituais. Um mundo de Justiças e poderes inventados
"[...] And Man knows it! Knows, moreover, that the Woman that God gave him
Must command but may not govern—shall enthral but not enslave him.
And She knows, because She warns him, and Her instincts never fail,
That the Female of Her Species is more deadly than the Male."
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Thíasos e a magia do teatro clássico (Newsletter da UC - Dezembro 2011)
A Newsletter da UC de Dezembro de 2011 traz o grupo de teatro Thíasos em destaque!
Aproveitamos para divulgar, também neste espaço, a reportagem da UCV e agradecer às suas colaboradoras o excelente trabalho e o resultado final que nos agrada muito.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Poemas de Natal (3)
Peter Paul Rubens - L'Adoration des Mages (1626)
A estrela dos Reis Magos *
Ditosa strella, que os três Reys guiaste
da praia oriental tam fielmente,
que o grãde Rey dos Reys omnipotente
Ditosa strella, que os três Reys guiaste
da praia oriental tam fielmente,
que o grãde Rey dos Reys omnipotente
Minino em hum presépio lhes mostraste,
um raio só de quantos derramaste
guie minh' alma já direitamente
ao mesmo bom Jesus que juntamente
alli também com eles adoraste;
onde posto nos braços de Maria,
alli fé, esperança e caridade
Lh' oferecerão ouro, mirra, encenso.
um raio só de quantos derramaste
guie minh' alma já direitamente
ao mesmo bom Jesus que juntamente
alli também com eles adoraste;
onde posto nos braços de Maria,
alli fé, esperança e caridade
Lh' oferecerão ouro, mirra, encenso.
Depois, guiado do teu lume immenso,
d' Herodes conhecendo a falsidade,
me torne a recolher por outra via.
Diogo Bernardes (1532-1605)
d' Herodes conhecendo a falsidade,
me torne a recolher por outra via.
Diogo Bernardes (1532-1605)
* Este poema integrou o conjunto de poemas de Natal seleccionado pelo Sr. Prof. Doutor José Ribeiro Ferreira e lido pelo Thíasos na Terça-Feira de Minerva do dia 11 de Dezembro de 2007, numa organização da MinervaCoimbra e do Instituto de Estudos Clássicos.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Poemas de Natal (2)
Giotto - Madonna di ognissanti (c. 1310).
Oração do Deus-Menino *
Era noite; e por encanto
Eu nasci, raiou o Dia.
Sentiu meu pai que era Santo,
Minha mãe, Virgem-Maria
As palhinhas de Belém
Me serviram de mantéu;
Mas minha mãe, por ser Mãe,
É a Rainha do Céu.
Nem há graça embaladora,
Como a de mãe, quando cria;
É como Nossa Senhora,
Mãe de Deus, Ave-Maria!
Está no Céu o menino,
Quando sua mãe o embala.
Ouve-se o coro divino
Dos anjos, a acompanhá-la.
Como num altar de ermida,
Ando no teu coração;
Para ti sou mais que a vida
E trago o mundo na mão.
Não sei de pais, em verdade,
Mais pobrezinhos que os meus;
Mas o amor dá divindade,
E eu sou o filho de Deus!
Jaime Cortesão, 1960.
Eu nasci, raiou o Dia.
Sentiu meu pai que era Santo,
Minha mãe, Virgem-Maria
As palhinhas de Belém
Me serviram de mantéu;
Mas minha mãe, por ser Mãe,
É a Rainha do Céu.
Nem há graça embaladora,
Como a de mãe, quando cria;
É como Nossa Senhora,
Mãe de Deus, Ave-Maria!
Está no Céu o menino,
Quando sua mãe o embala.
Ouve-se o coro divino
Dos anjos, a acompanhá-la.
Como num altar de ermida,
Ando no teu coração;
Para ti sou mais que a vida
E trago o mundo na mão.
Não sei de pais, em verdade,
Mais pobrezinhos que os meus;
Mas o amor dá divindade,
E eu sou o filho de Deus!
Jaime Cortesão, 1960.
* Poema lido pelo grupo Thíasos, em Dezembro de 2006, numa sessão de poesia sobre a Virgem Maria e o Menino Jesus, organizada pelo Sr. Prof. Doutor José Ribeiro Ferreira e a Livraria MinervaCoimbra.
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